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Igreja perseguida, fé e amor sem limites

18 de abril de 2013


Por Eliana Moura

“Fé é não ter medo. Mais importante do que a fé são os resultados da fé”. Essa é uma verdade que cada vez mais gera perseverança, paciência e esperança no coração dos missionários Caleb Mubarak e Mariana Duarte. No Norte da África, campo onde atuam, seguir a um Deus diferente daquele que as autoridades orientam é considerado crime.

No sábado (13), Mariana e Caleb participaram de uma mesa-redonda sobre a igreja perseguida, promovida pelos jovens da Igreja Batista Itacuruçá, no Rio de Janeiro. O pastor da juventude, Carlos Daniel, e aproximadamente 60 jovens receberam os missionários que, num bate-papo sério, porém descontraído, conheceram mais dos últimos acontecimentos no campo missionário.

A turma esteve junta, em culto, das 19h30 às 23h, perguntando, interagindo, conhecendo, orando e louvando a Deus pela vida de gente como Mariana e Caleb. Foram trocas de ideias sobre a vida missionária, que é uma rotina de estudos acadêmicos, contextualização cultural, conhecimentos antropológicos, relacionamentos interpessoais, investimentos e de felicidade por servir ao Senhor da missão.

O grande destaque da noite foi o momento pingue-pongue, quando os jovens puderam perguntar tudo aos missionários. As perguntas variaram: desde curiosidades sobre o campo, estereótipos criados a respeito do “ser missionário”, até questões sobre a perseguição da fé e liberdade religiosa. Muita gente queria saber como é decidir viver em missão transcultural.

Caleb colaborou muito neste sentido quando, equipado com seu tablet e seu celular, fez uma apresentação dinâmica, interessante e conectada sobre seu trabalho. Interessados, os jovens perceberam que a palavra “missionário” é sinônimo de multifuncionalidade, estímulo das múltiplas inteligências e uso dos sentidos para aprender e compartilhar o que se aprende, tanto sobre Deus e a salvação em Cristo, como sobre a vida e a humanidade. Levar Cristo a estes povos é mais do que falar; é saber viver entre eles.

Várias pessoas conversaram com os missionários após o culto. O Pr. Carlos Daniel notou algo interessante: na juventude de sua igreja tem muita gente que ama Missões; mas muitos ainda não perceberam isso. Talvez este assunto deva ser pauta para a orientação vocacional em nossas igrejas: saber como falar a respeito da obra de evangelização mundial é saber despertar em nossa juventude o “saber” de sua vocação e de sua missão.

Parcerias como essa entre a igreja e a JMM são um espaço de diálogo que podem colaborar com a mobilização de pessoas por Missões Mundiais em todo o Brasil.

“Somos gratos à igreja pelo constante apoio e, também, à Junta de Missões Mundiais, que está sempre pronta a nos atender”, diz o Pr. Carlos Daniel.

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