Miss. Antônio Maurício
Textos de Othon Ávila Amaral, historiador, membro da IB Betel em Mesquita (RJ).
Nos primórdios do trabalho batista brasileiro no exterior, um nome merece ser lembrado: Antônio Maurício (1893-1980). Foi ele ganho para Jesus através da instrumentalidade de um brasileiro não-crente chamado Lourenço Deoclécio de Melo. Foi batizado pelo missionário João Jorge Oliveira no dia 19 de outubro de 1919, no Rio Pavia. Depois de pouco mais de um ano, segue para Angola, que havia sido atacada pelos alemães.
Retornou a Portugal, de onde João J. Oliveira o encaminhou ao Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeir, formando-se em Letras e Artes e tornando-se Mestre em Teologia. Na cidade do Rio de Janeiro foi consagrado ao pastorado no dia 11 de setembro de 1919, no templo da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, a pedido da Igreja Batista da Tijuca. Antônio Maurício retornou a Portugal onde pastoreou a PIB do Porto (1920-1934), IB de Leiria (1934-1957?), e a IB de Coimbra (1961). Sua primeira esposa foi Alice Mingot. Com seu falecimento, casou-se com Adalgiza Wanderley.
A partir de 1925 começam a seguir os missionários autenticamente brasileiros para o exterior: o casal Achiles de Vasconcelos Barbosa e Djanira Schueller Barbosa, e Eduardo Gobira e Herodias Neves Gobira, ambos os casais em 1936; Hélcio da Silva Lessa e Odete Faria Lessa, em 1953; e a partir de 1971 um número sempre crescente de missionários era enviado, inclusive alcançando Portugal Insular (Açores).